Novo projeto

Posted: segunda-feira, 13 de julho de 2015 by Uendel in
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Agora todo domingo haverá uma discussão que eu vou propor em que você leitor poderá participar nos comentários dando sua opinião, vou explicar melhor no post inaugural domingo,e quanto a este post de terça, um post digno mesmo fica para a próxima, tô tentando escrever algo mais elaborado e tá tomando um baita tempo (calma aí broder), até domingo.

Sobre dar importância

Posted: terça-feira, 30 de junho de 2015 by Uendel in Marcadores: , , , , , ,
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Quando eu estava no ensino médio eu tinha o costume de estudar para as provas no dia anterior, era algo Mission Impossible style mas eu conseguia passar assim ( que mentalidade ein, acabei aprendendo do pior jeito depois), eu raramente me importava em fazer atividades no meio da semana, me importava mais com o catálogo maravilhoso da sessão da tarde. Era basicamente esse meu modus operandi de aluno adolescente inconsequente, no dia anterior a uma prova qualquer eu iria estudar para a prova feito um maluco, tentar entender o porquê de termos quatro porquês e tentar não desmotivar meus professores, que aliás parecem ter se desmotivado há muito tempo atrás, devido a forma empacotada de como ensinavam, até aí tudo bem, eles ensinavam mais ou menos e eu estudava mais ou menos, parafraseando um mito: eles fingem que ensinam e eu fingo que estudo, o grande problema estava quando tinha mais de uma prova, caramba como eu me atrapalhava quando dividiam matemática e química para o mesmo dia, eu escolhia uma para estudar e a outra deixava a Deus dará (ou seja, sempre zero, Deus não gosta de trapacear aparentemente), Foi então que em um belo dia me toquei que a meritocracia é bela e que se eu não desse o devido esforço eu acabaria na fila de desempregados e meu conhecimento sobre filmes da sessão da tarde se estenderia indefinidamente ( se bem que nem seriam muitos filmes novos já que repetem tudo três vezes como se eu tivesse no dia da marmota) eu tomara vergonha na cara e tinha descoberto algo trivial e algo que mudaria minha vida de aluno mais ou menos para sempre, e então comecei a me importar com as atividades, e mesmo quando não tinha nenhuma eu ia lá e estudava mesmo assim (nerdão hardcore vesh) e quando chegavam as provas tudo que eu fazia era polir as memórias com o sagrado estudo prévio de um dia. E quanto as provas duplas ( duas em mesmo dia) eu fiz algo que até hoje é válido e aliás foi o que me motivou a escrever esse texto, eu não mais focava em apenas uma prova só, não por um longo período, eu dividia o tempo e às vezes dividia por grau de dificuldade (as que eu menos sabia, mais tempo eu as estudava) eu me importava com mais de uma coisa ao mesmo tempo, claro que os estudos das semanas sem provas ajudavam, e foi assim que eu descobri que eu posso me importar com duas causas ao mesmo tempo, eu não preciso falar "Cara pra quê tu tá estudando português se tu ainda não aprendeu o que um lisossomo faz?" porque eu vou poder estudar uma e depois a outra, da mesma forma que eu posso vocalizar minha ajuda à causa gay e mesmo assim me importar com a fome no mundo ao mesmo tempo. Só porque eu estou gripado não quer dizer que eu vou parar de me importar com todos os outros problemas da minha vida. 

O dia em que eu honrei a raça humana!

Posted: segunda-feira, 22 de junho de 2015 by Uendel in Marcadores: , , , , ,
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O Trabalho em lojas em que você deve atender o público, mas a visitação desse ser (muitas vezes escroto, acho que sempre escroto!) é quase insólita, te faz perceber que logo estará desempregado novamente e que tem horas, digo, milênios de bobeira (já que ninguém entra na loja), e é nesta situação que me encontro, devaneios, muita xingação na internet e puro tédio regram as minhas tardes, (aliás é por isso que ressuscitei esse blog, maldito ennui!), passo horas atrás de adrenalina, alguns vídeos de proezas mal sucedidas me fazem rir (ver os outros se fodendo é hilário quando não sádico) mas isso já não tem o mesmo efeito de antigamente, em que eu ria até perceber que tinha um cliente me olhando com um misto de espanto e raiva por eu tê-lo ignorado.

 Porém numa tarde que aparentava ser a costumeira de sempre e que posteriormente desejei que assim tivesse sido, eu honrei a evolução e as calças que uso (ou não!, Vamos abrir para discussão). Lá eu estava, na frente do computador, como todo ser humano contemporâneo que estuda/trabalha e passa o tempo todo escravo dessa máquina, como de praxe estava em fóruns, ouvindo músicas que, pelo fato de terem fandoms de garotinhas me obrigam a omití-las (Ozzy também é fã se isso torna a situação menos vergonhosa) e jogando CSzinho (quem dera eu pudesse fazer tudo ao mesmo tempo), foi então que um vulto apareceu no canto da minha visão, pensei que fosse apenas uma consequência da minha má alimentação, criada através de anos de porcarias, ou que eu estava desmaiando de tédio, mas para a minha surpresa e azar o borrão era o ser mais durão da face da Terra (na minha escala, ser durão significa sobreviver a radioatividade), sim era uma barata, e quando meus olhos fixaram-se nela pude ouvir a trilha sonora de Dólar furado, senti-me como Clint Eastwood, mas na cena que acabara de se configurar o acuado era eu, então eu fiz uma comparação bem errada uma vez que Clint não temeria um mero inseto, fiquei lá parado encarando o ser por uns dois minutos (relembrando aqui que a loja é mais movimentada que bar nas manhãs de segunda-feira), enquanto eu encarava o mísero inseto, pensava nas possíveis reações e o que cada reação geraria, não queria chamar atenção de pessoas que estavam passando na frente da loja e ao ver um moleque gritando e tentando pisotear um barata assumissem que o moleque tava na verdade era dançando e cantando um hit da Taylor Swift, então após me sentir como o Raito Yagami por pensar analiticamente nos mínimos detalhes por longos três minutos, decidi agir - Imagine se um cliente resolvesse entrar? - Assim que eu defino o plano de pular em cima do bicho e acariciá-lo com a sola do meu chinelo, percebo que tudo vai por água abaixo, lá estava a barata subindo a parede a minha frente, em ritmo frenético (Provavelmente notou a minha ameaça), Enquanto subia, lá estava eu suando frio e gritando baixinho como uma menininha de oito anos e desejando que tudo aquilo fosse um pesadelo e que eu estava dormindo em frente ao computador, o que pensei que fosse o caso quando fechei os olhos para fazer uma prece ao Deuses exterminadores e ao reabrir os olhos perceber que a barata tinha sumido, nunca vi nenhum tipo de Deus agir tão eficientemente, por isso achei que estava sonhando, ou  então estava sendo convertido mesmo, mas descartei ambas as possibilidades quando vi que a barata estava no topo da parede (A parede é uma meia parede, ou seja ela não toca o teto, você provavelmente sabe o que é uma meia parede), Neste momento falei em voz alta as palavras de auto-controle: "FUDEU!!", a meia parede separa o canto do guerreiro trabalhador/navegador da interwebz do balcão da loja onde eu raramente atendo o povo, então se alguém decidir entrar na loja vai se deparar com a barata no lugar onde eu deveria estar, além de me amedrontar e me encurralar me deixar confundido e envergonhado, a inimiga da raça humana estava deturpando a minha vida, imaginei a barata entrando na faculdade no meu lugar, tendo filhos, trabalhando, tomando a vida que antes era minha, e então foi aí que eu tomei as rédeas da situação "Segura meu chinelo aí PORRA!", foi uma reação mal pensada, ao ver o chinelo voando percebi que acabei obrigando a barata a ir para o lado do cliente, só não imaginei que ela ainda fosse VOAR, enquanto ela batia suas asinhas e pairava até o chão, eu falava mais rápido que o Kakashi fazia os jutsus de mão, FUDEUFUDEUFUDEFUDEFUDEU, e então ela pousou graciosamente no chão, a sorte (ou azar) é que não havia ninguém (claro, a loja, parece o saara) e foi aí que eu honrei a raça humana, corri e pisei em cima do ser por um longo período, pensei se estava sendo ético por ficar em um pé só, forçando a barata contra o chão, mas logo me convenci que na verdade eu estava honrando a lei de Darwin, eu era o mais forte e eu venci pela raça humana, me vi com um sorriso de vitória, um sonoro hahaha ecoava pela loja, que foi interpretado como um sorriso de psicopata por um cliente que só agora decidiu aparecer, fingi que nada tinha acontecido, atendi o pobre coitado que queria uma capa para um celular whatever lixo, e varri o corpo do inimigo, sentei de volta à frente do computador e gritei eu VENCI!!